Dédalo: a tragédia do Inventor Mitológico


Quase nenhuma figura da mitologia grega pode se comparar a Dédalo. Um lendário inventor, arquiteto e escultor, com uma história inesperadamente sombria e trágica! Confira tudo sobre esse mito abaixo.

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Conheça o trágico mito do inventor Dédalo.

O mítico inventor

Dédalo era um arquiteto, engenheiro, artesão e inventor famoso de Atenas. Suas invenções eram conhecidas em toda a Grécia! Os poderosos reis desejavam suas esculturas e queriam viver nos palácios que ele criava.

Com tantos trabalhos encomendados, o mítico inventor decidiu ter um aprendiz. O escolhido para papel tão honroso foi seu sobrinho, Talo.

A inveja de Dédalo

Dédalo ensinou a Talo tudo o que sabia. O menino era jovem e bastante espirituoso. Ele rapidamente absorveu todo o conhecimento e começou a aplicá-lo. Dédalo logo percebeu que o menino não era simplesmente inteligente. Era mais inteligente do que ele! Se Talo continuasse assim, Dédalo seria completamente ofuscado por ele.

Então, o inventor jogou Talo do penhasco da Acrópole. A deusa da sabedoria, Atena, se apiedou e transformou a alma de Talo em um pássaro que recebeu o nome de perdiz. Dédalo foi julgado por esse ato e banido de Atenas.

Representação do mito de Dédalo e do pássaro perdiz.
Perdiz sendo empurrado por Dédalo, por William Walker.

O inventor se refugia em Creta

Após sua expulsão, Dédalo encontrou refúgio na corte de Minos, o mítico rei de Creta. Minos já governava os mares com uma frota poderosa. Com Dédalo em sua corte, ele se tornou uma força imparável! Assim, o inventor foi recebido pelo rei de Creta com honrarias. Mas só podia fabricar suas invenções para ele.

Durante seu tempo em Creta, Dédalo teve a chance de recomeçar. Foi lá que ele ganhou um filho de uma escrava da deusa Perséfone. O nome do menino era Ícaro.

O Labirinto do Minotauro

Um dia, a esposa de Minos, Pasífae, requisitou os serviços do inventor. Ela queria realizar um dos atos mais desprezíveis que se possa imaginar: acasalar-se com um touro!

Tudo começou quando Minos pediu a Poseidon, deus dos mares, que lhe enviasse um sinal divino de aprovação do seu reinado na forma de um belo touro. O rei prometeu que sacrificaria o animal ao deus. Poseidon concedeu o desejo de Minos e um touro de beleza única apareceu do mar.

Moeda grega antiga que traz o Minotauro no anverso e o labirinto no reverso.
Estáter cunhado em Creta c. 440 a.C. Anverso: Minotauro (metade homem, metade touro) correndo. Reverso: famoso labirinto criado por Dédalo.

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O rei de Creta ficou feliz em ver que Poseidon o favoreceu, mas não estava interessado em sacrificar o animal. Em vez disso, ele decidiu manter o touro e sacrificar outro em seu lugar.

Poseidon então, com a ajuda da deusa do amor, Afrodite, castigou Minos. Uma loucura divina se apoderou de Pasífae! A esposa de Minos tornou-se incapaz de controlar o impulso de acasalar com o touro que Poseidon havia enviado. Incapaz de realizar o ato, pois o touro também havia se tornado desobediente, ela pediu a ajuda de Dédalo.

O inventor esculpiu uma vaca de madeira sobre rodas. Pasífae entrou na efígie de madeira, enganando o touro. A mulher finalmente conseguiu o que queria! Da união de humano e animal, nasceu o Minotauro, criatura meio homem, meio touro.

Moeda grega antiga que traz o rei Minos e o labirinto.
Moeda de prata de Cnossos, na ilha de Creta, datada de 200 a.C. Apresenta o rei Minos no anverso e o labirinto de Dédalo no reverso.

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Quando Minos viu a terrível criatura, ele pediu a Dédalo para construir um labirinto para escondê-la. Minos usou o Minotauro para manter seu reinado de terror sobre Atenas, pedindo que 7 moças e 7 rapazes da cidade servissem de comida à fera!

Teseu, um herói ateniense, viajou até Creta e matou o Minotauro com a ajuda de Ariadne, filha de Minos. Algumas fontes antigas afirmam que Dédalo ajudou o casal em sua busca pela cabeça do Minotauro.

Labirinto de Dédalo retratada em dracma grega rara.
Dracma rara cunhada em Cnossos entre 300-270 a.C. Apresenta a deusa Hera no anverso. No reverso, traz um agradável e envolvente desenho do labirinto.

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Dédalo e Ícaro

O rei culpou Dédalo pelo ocorrido. E, como punição, aprisionou tanto o inventor quanto seu filho, Ícaro, no labirinto! Com o tempo, juntando penas de aves e colocando uma camada de cera sobre ela, Dédalo construiu dois pares de asas para que ele e Ícaro pudessem escapar de lá voando.

Ele advertiu seu filho de que não voasse muito baixo – para não cair no mar – e nem muito alto – para o sol não derreter a cera. Entretanto, durante a fuga, Ícaro, deslumbrado com o voo e com a sensação de liberdade que se apoderou dele, voou cada vez mais alto, até que o sol derreteu a cera das asas. Ícaro caiu no mar e morreu afogado!

Dédalo desceu para apanhar o cadáver de seu filho e enquanto o sepultava, uma perdiz (a alma de Talo) pousou em sua cabeça anunciando sua vingança!

Pintura que retrata o mito de Dédalo e Ícaro.
A queda de Ícaro por Jacob Peter Gowy.

O fim de Dédalo

O pai enlutado embarcou num navio que aportou na Sicília. Lá, foi recebido com honrarias pelo rei Cócaro. Dédalo perdeu sua genialidade com a dor de seu luto, mas ainda construía o que lhe instruíam, embora não se importasse mais com os aplausos.

Ele tornou-se um protegido do reino. Então, quando Minos aportou à sua procura, o rei Cócaro recebeu o rei de Creta com falsas honrarias. Em seu fingimento de hospitalidade, o governante da Sicília convidou Minos para um banho quente e um banquete para repousar da viagem.

Cócaro premeditou a morte de Minos e, quando a água começou a ferver, ninguém socorreu o rei de Creta, que acabou morrendo sufocado pelo calor e pelo vapor!

Dessa forma, Dédalo estava livre de seu perseguidor, porém a liberdade já não lhe importava mais. Solitário, ele seguiu como tutor de muitos discípulos, morrendo muito tempo depois, quando já era um homem bem idoso.

Escultura de bronze de Dédalo, feita no século III a.C.!
Pequena escultura de bronze retratando Dédalo. Datada do século III a.C.

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