Zoroastrismo: a Religião do Império Sassânida


O zoroastrismo foi uma das maiores religiões monoteístas da história antiga. Ela se fortaleceu dentro do Império Sassânida, o último da civilização persa. No século VII d.C., a religião é substituída pelo Islamismo.

Continue a leitura e saiba mais sobre o zoroastrismo e as moedas dessa época!

 

 

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O zoroastrismo era a religião da antiga civilização persa. Floresceu no Império Sassânida e foi substituída pleo Islamismo no século VII d.C.

 

 

O Que é Zoroastrismo?

 

 

Chamado também de masdaísmo ou masdeísmo, o zoroastrismo era a religião da antiga civilização persa. Foi fundado baseado nos ensinamentos do profeta Zoroastro (ou Zaratustra), que viveu na região do Irã durante o século VI a.C.

 

Apesar de Zoroastro ter revelado o caminho da verdade e da justiça, ele não é adorado diretamente pelos adeptos. O zoroastrismo se tornou a religião do Império Persa nessa mesma época.

 

 

Princípios do Zoroastrismo

 

 

Essa religião acredita na existência do bem e do mal, sendo uma religião dualista e monoteísta. De acordo com o zoroastrismo, existe um deus supremo, Ahura Mazda, o criador de todas as coisas boas. Ele é o senhor da sabedoria.

 

Em contrapartida, existe o mal, Arimã, que rege as trevas e precisa ser combatido. Por isso, o bem e o mal viviam em batalhas.

 

O que garantiria o triunfo do bem seria a adoração a Ahura Mazda. A adoração ao deus acontecia por meio do ritual do fogo, no qual os sacerdotes mantinham chamas acesas e entoavam hinos.

 

Assim, o fogo é o símbolo central da fé do zoroastrismo e representa a luz e a sabedoria. O culto ao fogo também representa a verdade como uma força purificadora!

 

Por esse motivo, as moedas do Império Sassânida representam, frequentemente, um altar de fogo cercado por dois fieis. Veja a moeda abaixo:

 

 

Como o fogo é o símbolo central da fé do zoroastrismo, as moedas sassânidas apresentavam frequentemente um altar de adoração ao fogo, com dois fieis.

Dracma sassânida retratando o segundo xá do Império, Sapor I. Moeda datada de 240-244 d.C.

 

 

A Vida Após a Morte

 

 

Para essa religião, o mal também era combatido através das boas ações dos indivíduos, que seriam recompensados após a morte!

 

Assim, o crente que fosse bom com os outros e dissesse sempre a verdade receberia recompensas divinas por sua luta contra o mal. Se escolhesse o lado das trevas, poderia ser punido após a morte.

 

Dessa forma, a religião pregava a existência de um paraíso para os justos e um inferno para os pecadores. Esses traços são similares às outras religiões monoteístas que surgiram mais tarde (como o cristianismo e islamismo).

 

 

O faravahar é um dos principais símbolos da seita do zoroastrismo e representa a alma humana antes do nascimento e após a morte!

Faravahar (ou Ferohar), um dos principais símbolos da religião do zoroastrismo. Simboliza a alma humana antes do nascimento e depois da morte.

 

 

Os zoroastristas acreditavam que, após a morte, o corpo se tornava impuro. Já que a criação de deus (a natureza) era considerada sagrada e pura, os mortos não eram enterrados. Ao invés disso, eles eram deixados nas torres chamadas de dakhmah para serem devorados por aves de rapina.

 

A terra, o fogo e a água eram considerados elementos sagrados que firmavam a ligação com a natureza. Por isso, muitos estudiosos afirmam que o zoroastrismo foi a primeira religião ecológica que existiu!

 

 

Avesta – Livro Sagrado do Zoroastrismo

 

 

O livro sagrado da religião é chamado de Avesta. O Avesta é uma compilação de livros sagrados que foram escritos em diversos idiomas e durante um longo período. Ele foi concluído durante o reinado do governante sassânida Sapor II (309-379 d.C.), cujo reinado de 70 anos foi o mais longo da história iraniana!

 

O Avesta é um livro de orações e apresenta poucas narrativas – um contraponto importante em relação à Bíblia, por exemplo. O livro também nega algumas práticas mágicas, a adoração a diversas divindades e a realização de sacrifícios utilizando sangue!

 

 

O Império Sassânida e o Zoroastrismo

 

 

Um descendente de sacerdotes zoroastristas, Artaxes I, foi o fundador do Império Sassânida. Esse foi o último reinado persa antes da expansão islâmica. Por isso, o período é muito importante na história do Irã.

 

 

Extensão do Império Sassânida, atual Irã, em 632 d.C.

Extensão do Império Sassânida em 632 d.C.

 

 

Os sassânidas dominaram a região do Oriente Médio de 224 a 651 d.C, desde o atual Egito até o atual Paquistão. Durante essa época, o zoroastrismo foi totalmente fortalecido, sendo praticado por todo o Oriente Médio como a religião oficial do império!

 

Durante o reinado de Sapor I (240 a 270 d.C.), havia tolerância com as minorias religiosas que viviam na Pérsia, como os judeus e cristãos. Porém, Sapor II (309-379 d.C.) passou a perseguir os cristãos como reação à cristianização promovida pelo império romano de Constantino I (306 a 337 d.C.).

 

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Assim, as práticas religiosas de culto às imagens foram banidas. Os governantes do império eram considerados representantes do deus Ahura Mazda na terra, e por isso, era fácil garantir a subjugação do povo ao governante!

 

A intolerância religiosa ficou ainda mais intensa sob o governo dos sucessores de Sapor II. Os sacerdotes zoroastristas detinham enorme poder e garantiam que cada monarca fosse adepto da religião. A população tinha que pagar altos tributos, que sustentavam o modo de viver do clero zoroastrista!

 

 

O Zoroastrismo nos Dias de Hoje

 

 

As guerras constantes com Roma levaram o Império Sassânida à destruição. Com o assassinato do seu último governante, Isdigerdes III, em 651, o império foi dominado pelos árabes do Califado Ortodoxo!

 

 

Moeda do último imperador sassânida, Isdigerdes III, datado de 651 d.C.

Dracma de Isdigerdes III. Datado de 651 d.C.

 

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Dessa forma, o zoroastrismo foi substituído pelo islamismo. Após esse evento, os membros da família real dos sassânidas fugiram para a Índia e para a China.

 

Apesar da expansão islâmica, o zoroastrismo continua sendo praticado em pequenas partes do Irã, tendo o maior número de adeptos na Índia. É estimado que menos de 200 mil pessoas sejam zoroastristas no mundo.

 

 

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2 comentários em “Zoroastrismo: a Religião do Império Sassânida”


  1. miriam disse:

    muito bom o artigo, grata

    1. Gladston Jafet disse:

      Obrigado Mirian!!!


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