A História da Medusa contada pelas moedas antigas


Na mitologia grega, Medusa era uma das três Górgonas. Sua cabeça tinha cobras em vez de cabelos e olhos que transformavam aqueles que a olhavam em pedra.

Medusa era um assunto muito popular durante a antiguidade. Sua imagem pode ser encontrada em toda a arte grega, de vasos pintados a esculturas e arquitetura.

Ela permaneceu popular ao longo dos séculos inspirando artistas na literatura e nas artes visuais até hoje. Continue a leitura e descubra todo o mito da Medusa contado pelas moedas antigas.

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Conheça as moedas antigas que retratam a lenda da Medusa.

História mitológica da Medusa

O contexto mitológico e histórico em torno da Medusa é tão fascinante quanto as próprias moedas. Medusa era a única mortal entre as três irmãs Górgonas. Filha dos deuses do mar Fórcis e Ceto, ela já foi uma bela donzela. Entretanto, foi transformada em um monstro com cabelo de cobra pela deusa Atena após ter sido estuprada por Poseidon no templo da deusa.

Após a maldição, homens que olhavam para Medusa se transformavam em pedra. Mais tarde, o herói Perseu matou Medusa em sua casa em uma ilha perto da Líbia, cortando sua cabeça com uma foice! Essa cena é retratada em algumas moedas, mostrando-a olhando para seu reflexo no escudo dado a Perseu por Atena para que ele não fosse transformado em pedra.

Do pescoço aberto da Górgona surgiram o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor, seus filhos com Poseidon. Perseu, perseguido pelas irmãs sibilantes de Medusa, Esteno e Euríale, escapou com a cabeça da Górgona, dando-a a Atena, que a colocou no centro de sua égide. A cabeça morta ainda tinha o mesmo poder de transformar em pedra quem a olhava.

Escultura de Medusa no museu arqueológico de Corfu.
A Górgona Medusa no Templo de Ártemis em Corfu, século VI a.C., Museu Arqueológico de Corfu.

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Como a Medusa já tinha sido uma bela donzela, algumas imagens dela mostram um rosto manso ou até mesmo bonito.

Medusa, a guardiã e protetora

Atena não era a única na mitologia – ou na história – a carregar ou exibir uma imagem da Medusa como um símbolo protetor contra os inimigos e o mal. A Górgona apareceu nos escudos e peitorais dos soldados, bem como na cerâmica, escultura, joias, móveis, portões e edifícios. Medusa pode ter sido mitológica, mas sua presença no mundo clássico era muito real!

A aparência assustadora da Górgona nas moedas servia a um propósito de propaganda, assim como muitos outros desenhos de moedas. Neste caso anunciando aos inimigos: “Não mexa conosco”.

A guerra era endêmica no mundo clássico, um modo de vida e morte, como tem sido em grande parte da história. Assim, Medusa serviu para proteger e aterrorizar!

Estátua que mostra Górgona mitológica gritando, com face aterrorizadora.

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Medusa nas moedas antigas

Moedas antigas deram substância visual e tátil ao conceito de Medusa. Ela foi retratada em moedas antigas gregas, romanas e até mesmo celtas. Era apresentada como um elemento de design importante e dramático – ou com sua face preenchendo a moeda ou como uma cabeça sem corpo carregada por Perseu.

Moedas da Era Grega

Normalmente, a Medusa aparece nas moedas gregas e relacionadas como uma cabeça voltada para a frente que preenche a superfície da peça. Existem vários estilos principais, com algumas moedas combinando dois ou mais desses estilos.

Dracma antigo da Grécia trazendo a criatura Górgona com a língua de fora no anverso.
Dracma arcaico (às vezes referido como 3/4 dracma ou tetrobol) cunhado na Mísia, cerca de 480 a.C. Anverso: Medusa com língua para fora. Reverso: padrão geométrico.

Como cabelo de cobra selvagem, cobras ao redor da cabeça em uma coroa de serpente, cabelo moderado (às vezes com Medusa se transformando em outras figuras como Apolo, Hélios ou Alexandre, o Grande), asas na cabeça, língua para fora, língua dentro da boca e dentes à mostra ferozmente.

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Medusa no reverso de dracma da Grécia Antiga.
Dracma de prata de 450-400 a.C. Anverso: âncora invertida. À esquerda, um lagostim. Reverso: cabeça da Górgona, língua de fora, cercada por cobras.

A Górgona aparece tanto no anverso quanto no reverso das moedas gregas. É possível encontrar a Medusa em moedas da era grega de prata, bronze, ouro, elétro e bilhão.

Moedas da Era Romana

A Medusa normalmente aparece menor ou menos feroz nas moedas da República Romana, Imperial e Provincial. Muitos dos desenhos são cópias de seus predecessores gregos.

Denário romano que traz Medusa no centro de um padrão geométrica de pernas.
Denário de prata da República Romana, de 49 a.C. Anverso: Desenho geométrico com cabeça alada de Medusa voltada para o centro e espiga de grão entre cada perna. Reverso: Júpiter voltado para a frente, cabeça direita, segurando o raio e a águia.

Nas moedas romanas, a Górgona aparece com mais frequência em um escudo ou peitoral, normalmente do imperador, indicando que ele era protegido pelos deuses. Mas, ela também era representada como uma Medusa dramática – preenchendo a superfície da moeda ou como uma cabeça sem corpo carregada por Perseu.

Moeda antiga do imperador romano Marco Aurélio, que traz a Górgona em escudo de Roma no reverso.
Denário do imperador Marco Aurélio (161-180 d.C.) cunhado em Roma em 172 d.C. No reverso traz Roma sentada acima do escudo redondo ornamentado com a cabeça de Medusa, segurando Vitória e lança.

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