5 Principais Templos Romanos antes da Era Cristã


Embora a religião romana fosse complexa e difícil de definir, os autores romanos geralmente atribuíam o sucesso e a grandeza de Roma às suas práticas religiosas devotas. E, como locais de atividade ritualísticas, os templos romanos eram de suprema importância para essa sociedade.

Isso porque, de acordo com alguns estudiosos, a observação ritual era mais importante do que a fé e a crença! Continue a leitura e conheça os 5 principais templos romanos antes da Era Cristã!

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Descubra quais eram os 5 principais templos romanos antes da Era Cristã.

1 – Templo de Júpiter Optimus Maximus (ou Templo de Júpiter Capitolino)

Situado no monte Capitolino (uma das sete colinas nas quais a cidade de Roma foi fundada), este era o templo romano mais importante. Foi dedicado à importante Tríade Capitolina – o rei dos deuses, Júpiter (Zeus para os gregos), sua esposa Juno (Hera na versão grega) e a filha Minerva (Atena para os gregos).

Esse grande templo foi construído por volta de 509 a.C., mas foi reconstruído várias vezes ao longo dos séculos. Seu tamanho permanece uma questão de debate. No entanto, era supostamente maior do que qualquer outro templo nos séculos seguintes. Uma estimativa é de 60 metros por 60 metros.

Gravura do Templo de Júpiter Capitolino, na Roma Antiga.
Gravura de 1896 que mostra o Templo de Júpiter. Por Friedrich Polack (1834-1915).

Era nesse templo que generais triunfantes se sacrificavam no final de suas grandes procissões por Roma. Que os cônsules e pretores faziam votos aos deuses em seu primeiro dia no cargo. E foi nele que começou o Ludi Romani, um grande festival religioso cheio de shows atléticos, corridas de carruagens e teatro!

Denário do imperador Augusto que traz o Templo de Júpiter Capitolino no reverso.
Denário de prata datado de 19 d.C. Traz o imperador Augusto no anverso e o Templo de Júpiter no reverso.

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2 – Templo de Vesta

Datado do século VII a.C., este templo foi, supostamente, construído pelo lendário segundo rei de Roma, Numa Pompílio. Anunciado como o pai da religião romana e o rei que civilizou os romanos guerreiros, ele trouxe as virgens vestais para Roma de Alba Longa. Mas, as virgens vestais já estavam intrinsecamente relacionadas com Roma, pois Reia Silvia, mãe de Rômulo e Remo, era virgem vestal.

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Uma vez consagradas em seu novo templo, elas foram consideradas fundamentais para a continuidade de Roma. Muitos atribuíram a elas poderes místicos, e certamente seu poder político era muito real – quando um jovem Júlio César foi incluído nas proscrições de Sula, foram as virgens vestais que intercederam e o perdoaram.

Ruínas do templo romano de Vesta.
Ruínas do Templo de Vesta.

Arquitetonicamente distinto por ser circular em vez de retangular, este templo abrigava vários itens importantes, incluindo a chama sagrada de Vesta e o Palladium, dois dos pignora imperii que garantiam o contínuo império de Roma.

Denário do imperador Nero homenageando o Templo de Vesta.
Denário do imperador Nero, datado de 65-66 d.C. Apresenta o templo de Vesta no reverso, com a figura da deusa ao centro.

3 – Panteão

O único desta lista que ainda está em uso – embora seja mais uma igreja do que um templo – tem uma visão impressionante. Tido como o mais bem preservado de qualquer edifício romano, inspirou os visitantes por mais de dois milênios!

O objetivo real do edifício permanece desconhecido até hoje. Comissionado durante o reinado de Augusto (27 a.C.-14 d.C.) por Marcus Agripa, foi reconstruído por Adriano por volta de 126 d.C. O nome “Panteão” levou à crença de que era um templo para todos os deuses, mas alguns estudiosos argumentam que esse monumento não se tratava de um templo.

A verdade é que não há certeza de qual era sua verdadeira função, pois sua arquitetura é distinta de qualquer outro monumento!

Um dos mais famosos templos romanos, o Panteão de Roma.
O Panteão de Roma nos dias atuais.

4 – Templo de Saturno

Os autores antigos concordam que este templo foi o mais antigo no Fórum Romano depois do Templo de Vesta. Eles discordam da data exata da construção, mas a maioria afirma que foi em torno de 497 a.C.

Provavelmente foi construído em resposta ao Templo de Júpiter Optimus Maximus, e esses seriam os dois maiores templos nas imediações.

Ainda é possível ver os restos da varanda da frente, embora essa seja a terceira encarnação do templo. Uma tendência dos templos romanos é que eles parecem ter sido destruídos e reconstruídos, muitas vezes, pelo fogo.

Parte do que sobrou do Templo de saturno, em Roma.
Ruínas do Templo de Saturno.

O templo é dedicado a Saturno, pai de Júpiter, divindade associada à agricultura, tempo, riqueza, dissolução e renovação. Ele supostamente governou Latium em uma “era de ouro”, onde os humanos desfrutavam da generosidade da terra sem trabalho, posse da terra, abate de animais ou escravidão.

Ele tinha uma natureza contraditória – sendo um dos deuses mais antigos de Roma, ainda que originalmente um estrangeiro, e associado à libertação ainda vinculada à maior parte do ano. Sua estátua dentro do templo era protegida por um véu e tinha uma foice. As pernas de sua estátua ficavam envoltas em lã.

Essas faixas de lã eram removidas apenas durante a Saturnália, um grande festival destinado a refletir a idade de ouro perdida, onde os costumes sociais eram virados de cabeça para baixo. O jogo era permitido, e os escravos até comiam com seus senhores.

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A grande riqueza associada a seu governo é provavelmente o motivo pelo qual o tesouro romano (reservas de prata e ouro) foi mantido no templo durante a República.

5 – Templo de Marte Ultor (Vingador)

Templo de Marte Vingador representado por um modelo em miniatura.
Modelo em miniatura do que teria sido o Templo de Marte Vingador.

Construído por Augusto em 2 a.C, este era o único templo que dominava seu novo fórum – o Fórum Augustum. Antes disso, nenhum templo dedicado a Marte havia sido construído dentro do pomerium, o limite sagrado de Roma. Marte (o Ares grego, considerado o deus da guerra raivosa) fora mantido fora dos muros da cidade para que ele pudesse repelir invasores estrangeiros em vez de fomentar dissidência interna.

A consagração dele por Augusto no coração de Roma marcou uma re-concepção da divindade. Desde o inferno juvenil, Marte tornou-se o protetor paternal dos cidadãos de Roma. Não é por acaso que Augusto recebeu o título de pater patriae, “Pai da Pátria”, no mesmo ano em que o templo foi dedicado.

Dedicado especificamente à sua vitória sobre os assassinos do pai adotivo (Júlio César) e dos partos, um inimigo histórico de Roma, o templo representou o culto a Marte com seu novo título de “Ultor”, o vingador. Este templo celebrava o ideal da guerra justa como base do domínio imperial de Roma!

Denário de prata do imperador Augusto em homenagem ao Templo de Mate Vingador.
Moeda antiga romana do imperador Augusto retratando o Templo de Marte Ultor no reverso.

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